sexta-feira, 30 de outubro de 2015


Principais Formas da Poluição do Ecossistema Marinho 

As principais formas de poluição dos oceanos enquadram-se dentro de dois grandes grupos: a poluição química e a poluição orgânica.
Dentro da poluição química destacam-se os derrames de crude, os resíduos nucleares, a extracção de recursos do subsolo, as descargas de produtos tóxicos industriais, a contaminação das águas através do uso excessivo de fertilizantes e pesticidas e ainda uma infinidade de outras formas menos abundantes, mas não menos perigosas.
Por outro lado a poluição orgânica dos oceanos faz-se sentir essencialmente pelos esgotos fluviais, escoamento das águas urbanas e destruição de bactérias que decompõem os detritos orgânicos.

As consequências da sua degradação

Muitos desses poluentes trazem conseqüências devastadoras para a cadeia alimentar marinha. Peixes e outros animais contaminam-se com pesticidas, resíduos industriais, o que é repassado a diante para outros animais da cadeia, de maneira que o próprio homem acaba ingerindo peixes e mariscos contaminados.
O esgoto e o escoamento da área cultivada levam às águas oceânicas grande quantidades de nitrogênio e fósforo presente em detergentes e fertilizantes. Esses elementos aumentam a quantidade de algas principalmente nas regiões costeiras. Seu grande crescimento diminui o nível de oxigênio da água, sufocando as demais espécies.
Mundialmente, sem intenção, mas como consequência da atividade humana, a vida marinha e o seu ambiente vêm sendo postas em perigo devido à degradação do habitat. Os factos apontam para a paulatina destruição e degradação do ecossistema marinho e costeiro, de que muitas espécies, não só as marinhas, dependem para sobreviver (tartarugas, garça vermelha, guincho, fragata, rabi e muitas outras mais).


 Foto 1. Lixo depositado no oceano.
 Foto 2.Pesca sem controle,as redes muitas vezes enroscam em animais.
Foto 3. Tubarões encalhados na praia,vazamento e óleo causa mortes de várias espécies.

Leia mais aqui: http://coisinhasdo5c.blogspot.com.br/2011/04/degradacao-dos-ecossistemas-marinhos.html ;

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Os principais ecossistemas em risco de extinção no mundo


Os impactos das ações humanas têm aumentado em pelo menos mil vezes a taxa de extinção das espécies. O consumo insustentável, a intensificação das atividades agropecuárias e a expansão da urbanização são algumas das atividades que colocam em risco os ecossistemas e a biodiversidade de nosso planeta.
Em todo o planeta, são diversos os locais cuja biodiversidade encontra-se ameaçada. Para avaliar o risco de extinção destes ecossistemas e priorizar ações de preservação, a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) tem trabalhado na criação da Lista Vermelha dos Ecossistemas, um ranking dos habitats ao redor do mundo.
A lista tem como objetivo identificar e classificar os ecossistemas – terrestres, de água doce e marinhos – vulneráveis, ameaçados e criticamente ameaçados. O critério para a classificação inclui quatro sintomas de risco: taxa de declínio na distribuição do ecossistema; distribuição restrita com declínio contínuo ou ameaças; taxa de degradação ambiental (abiótica); e taxa de distúrbio de processos bióticos.

Mar de Aral

Considerado o quarto maior lago do mundo em 1960, o Mar de Aral, que antes ocupava 68 mil quilômetros quadrados, perdeu metade de seu tamanho em 40 anos. A redução em sua extensão é consequência do processo de evaporação, intensificado com o aumento da temperatura global e das sucessivas drenagens feitas pelo regime comunista nas repúblicas da Ásia Central, desviando a água dos rios Amu-Daria e o Syr-Daria que alimentam o lago. O objetivo, agora, é preservar o que resta do mar com a construção de diques.

Foto 1. 

Turfeiras da Alemanha

As turfeiras são ecossistemas de zonas úmidas, geralmente encontradas nas partes altas – acima de 500m de altitude –, extremamente importantes, uma vez que retém água da chuva, liberando aos poucos para os aquíferos. A degradação de parte considerável deste habitat frágil é consequência da intervenção humana para a criação de pastagens.


Foto 2. 

Recifes de Corais do Caribe

Segundo relatório da IUCN, a cobertura de coral vivo, que era mais de 50% em 1970, caiu para 8% em 2012. Hoje, 92% das áreas têm apenas rochas com algas e animais marinhos. Este ecossistema sofre com problemas ligados à elevação da temperatura da água, causada pela queima de combustíveis fósseis.
Foto 3.

Canais do Coorong

Situada na costa sul da Austrália, a lagoa Coorong é famosa por abrigar uma grande diversidade de aves como cisnes, pelicanos, patos, íbis e gansos. É separada do Oceano Índico pela Península Younghusband e possui cerca de 150 quilômetros de comprimento e 5 quilômetros de largura. Nos últimos anos, muitas de suas águas foram desviadas para uso doméstico e na agricultura, diminuindo o nível do lago e permitindo a invasão de água salgada do oceano. Como resultado, espécies não adaptadas à salinidade têm desaparecido, causando uma acelerada redução no número de espécies aquáticas na região.
                                      
Foto 4.

Veja mais aqui: http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/principais-ecossistemas-risco-extincao-mundo/

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Outros Ecossistemas

Campos sulinos

Os campos sulinos são  formações campestres encontradas no sul do país, passando do interior do Paraná e Santa Catarina até o sul do Rio Grande do Sul. Os campos sulinos são conhecidos como pampas, termo de origem indígena que significa "regiões planas". Em geral, há predomínio das gramíneas, plantas conhecidas como grama ou relva. Animais como o ratão-do-banhado, preá e vários tipos de cobras são ali encontrados.

Foto 1.
Mata de cocais
A mata de cocais situa-se entre a floresta amazônica e a caatinga. São matas de carnaúba, babaçu, buriti e outras palmeiras. Vários tipos de animais habitam esse ecossistema, como a araracanga e o macaco cuxiú.
Foto 2. Araracanga

Restinga
A restinga é típica do litoral brasileiro. Os seres que habitam esse ecossistema vivem em solo arenoso, rico em sais. Parte desse solo fica submersa pela maré alta. Encontramos nesse ecossistema animais como maria-farinha, besourinho-da-praia, viúva-negra, gavião-se-coleira, coruja-buraqueira, tiê-sangue e perereca, entre outros. Como exemplos de plantas características da restinga podemos citar: sumaré, aperta-goéla, açucena, bromélias, cactos, coroa-de-frade, aroeirinha, jurema e taboa.

 Foto 3. Coroa-de-frade
Foto 4. Maria-farinha

Manguezal
A costa brasileira apresenta, desde o Amapá até Santa Catarina, uma estreita floresta chamada manguezal, ou mangue. Esse ecossistema desenvolve-se, principalmente, no estuário e na foz dos rios, onde há água salobra e local parcialmente abrigado da ação das ondas, mas aberto para receber a água do mar. Os solos são lodosos e ricos em nutrientes. Os manguezais são abrigos e berçários naturais de muitas espécies de caranguejos, peixes e aves. Apresentam um pequeno número de espécies de árvores, que possuem raízes-escoras. Essas raízes são assim chamadas por serem capazes de fixar as plantas em solo lodoso.


Foto 5. Raízes escoras

Mata de araucária

A mata de araucária situa-se na região sub-tropical, no sul do Brasil, de temperaturas mais baixas. Entre outros tipos de árvores abriga o pinheiro-do-paraná, também conhecido como araucária. Da sua fauna destacamos, além da ema, a maior ave das Américas, a gralha-azul, o tatu, o quati e o gato-do-mato.

Foto 5. 

Leia mais aqui: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Ecologia/Ecologia6.php ; 

Caatinga: O ecossistema do sertão nordestino


A caatinga é um ecossistema único, encontrado no sertão nordestino. É formada por árvores de pequeno porte e espaçadas. Essas plantas são chamadas de xerófilas (palavra de origem grega "xero", seco e "philo", amigo).
São adaptadas às condições do clima semiárido , que predomina no sertão nordestino e apresenta médias de temperatura acima dos 25ºC. Chove muito pouco, de forma irregular, em geral nos meses de verão.
A palavra caatinga, é indígena, de origem tupi, e quer dizer "mata branca", "mata rala" ou "mata espinhenta". Recebeu esse nome dos índios que habitavam a região porque durante o período de seca a vegetação fica esbranquiçada, quase sem folhas.

Foto 1.

Plantas que dão água


Muitas das plantas da caatinga têm capacidade de reter água no caule e nas folhas, o que acaba servindo para matar a sede de pessoas e animais quando a seca se prolonga muito.


Foto 2.

Por que não chove no Nordeste?


Essa porção territorial é conhecida como Polígono das Secas. A falta de chuvas é explicada pela perda de umidade das massas de ar que entram pelo sul. Os ventos também chegam quase sempre secos. Isso acontece porque eles perdem a umidade na porção leste do planalto da Borborema. Mais: isso explica a falta de chuvas significativas nessa área.

Quem vive na caatinga

A sobrevivência do ser humano na caatinga não é impossível: é o semi-árido mais ocupado do mundo. Mas é bastante difícil, por causa das secas prolongadas.
Os animais típicos dessa área são os mocós, gatos-maracajás, o calango, a cascavel, o carcará e a asa-branca.
Foto 3.

Veja aqui: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/caatinga-o-ecossistema-do-sertao-nordestino.htm ;
Impactos ambientais e socioeconômicos no Pantanal



Nas últimas três décadas, o Pantanal vem sofrendo agressões pelo homem, praticadas não somente na planície, mas principalmente nos planaltos adjacentes. Atualmente, os impactos ambientais e socioeconômicos no Pantanal são muito evidentes, decorrentes da inexistência de um planejamento ambiental que garanta a sustentabilidade dos recursos naturais desse importante bioma.
 
A expansão desordenada e rápida da agropecuária, com a utilização de pesadas cargas de agroquímicos, a exploração de diamantes e de ouro nos planaltos, com utilização intensiva de mercúrio, são responsáveis por profundas transformações regionais. Algumas delas vêm sendo avaliadas pela Embrapa Pantanal, como a contaminação de peixes e jacarés por mercúrio e diagnóstico dos principais pesticidas. 
 
A remoção da vegetação nativa nos planaltos para implementação de lavouras e de pastagens, sem considerar a aptidão das terras, e a adoção de práticas de manejo e conservação de solo, além da destruição de habitats, são fatores que aceleraram os processos erosivos nas bordas do Pantanal. A consequência imediata tem sido o assoreamento dos rios na planície, o que tem intensificado as inundações - com sérios prejuízos à fauna, flora e  economia do Pantanal.


Foto 1.


O assoreamento do rio Taquari constitui, hoje, o principal problema do Pantanal e de Mato Grosso do Sul, com inundações quase permanentes de uma área aproximada de 11.000 km² nas sub-regiões da Nhecolândia e Paiaguás. A pecuária, principal atividade econômica da região, tem sido drasticamente afetada. 
 
A Embrapa Pantanal, preocupada com esse quadro de degradação ambiental da bacia do rio Taquari, vem desenvolvendo desde 1994 vários estudos que buscam entender e quantificar as relações de causa e efeito que ocorrem nos planaltos e que se refletem no Pantanal. Podemos destacar nesses estudos para a bacia do alto Taquari (BAT) o uso do solo, a avaliação e o mapeamento do potencial das perdas de solo, a evolução da erosividade das chuvas e a utilização de pesticidas na BAT.
 
Na planície do rio Taquari estão sendo avaliadas e realizadas as taxas  temporais de deposição de sedimento a partir da década de 70, o estudo do aporte, transporte e deposição de sedimento, evolução do regime hidrológico, bem como as alterações na vegetação, avaliação da qualidade da água e impactos na ictiofauna e socioeconomia. 
 
As informações geradas nesses estudos de impactos ambientais e socioeconômicos visam subsidiar políticas, legislações, programas, planos e ações de desenvolvimento para essa importante região do Pantanal.
 
A implementação do gasoduto Brasil/Bolívia abre algumas perspectivas industriais para a região, mas poderá desencadear alterações nos ecossistemas aquáticos do Pantanal e da bacia platina. Além disso, a hidrovia Paraguai-Paraná desperta a atenção da sociedade pelos impactos que poderá promover. Da mesma forma, a construção de estradas, diques e canais devem ser precedidas de estudos de impacto ambiental e socioeconômico.


Foto 2.

O fechamento de canais naturais, o restabelecimento de margens e de arrombados devem ser meticulosamente avaliados do ponto de vista ambiental e socioeconômico, demandando atenção especial das autoridades pelos sérios prejuízos que estão causando à economia do Pantanal. 
A caça e pesca clandestinas e a introdução de espécies exóticas também são graves ameaças à preservação dos recursos naturais da região, devendo merecer a atenção especial das autoridades competentes.
 
A pesada utilização de agroquímicos nos planaltos adjacentes ao Pantanal é uma outra grave ameaça à biodiversidade dos ecossistemas do bioma. O ecoturismo, embora seja uma das principais alternativas sócio-econômicas para a região, necessita de planejamento para ser explorado em bases sustentáveis.
 
Todo esse conjunto de problemas atuais e potenciais decorrentes da atividade humana nos planaltos e na planície demonstra que as ações a serem implementadas em uma bacia hidrográfica devem ser alicerçadas em estudos integrados, onde as relações de causa e efeito necessitam estar bem delineadas e aceitas pela sociedade.


Veja aqui: https://www.embrapa.br/pantanal/impactos-ambientais-e-socioeconomicos-no-pantanal ; 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Ecossistema Marinho Ameaçado 

Os oceanos do mundo estão diante de uma ameaça maior do que se supunha anteriormente, proveniente de um "trio mortal" composto por aquecimento global, nível de oxigênio em declínio e acidificação. Os oceanos estão se aquecendo por causa do calor resultante do acúmulo de gases do efeito-estufa na atmosfera. Fertilizantes e esgoto que vão parar nos mares podem provocar a proliferação de algas, reduzindo os níveis de oxigênio nas águas.
E o dióxido de carbono no ar pode formar um ácido fraco quando reage com a água do mar. "O ‘trio mortal' de acidificação, aquecimento e desoxigenação está afetando gravemente a produtividade e a eficiência do oceano", diz o estudo.
Extinções

Condições atuais nos oceanos eram similares às de 55 milhões de anos atrás, conhecidas como máximo térmico Paleoceno-Eoceno, que levaram a extinções em massa. Mas o ritmo atual da mudança está mais rápido e significa maiores tensões, disse Roger.

A acidificação, por exemplo, ameaça os organismos marinhos que usam carbonato de cálcio para formar seus esqueletos -como os recifes de corais, caranguejos, ostras e alguns plânctons vitais para as redes alimentares marinhas.
Enquanto que o aquecimento empurra muitos cardumes de peixes comerciais para os polos e eleva o risco de extinção para algumas espécies marinhas. Os corais podem parar de crescer se as temperaturas subirem até 2 ºC e correm risco de dissolverem em um ambiente com 3 ºC, disse o estudo.

Foto 1. Esgoto sendo jogado no Mar.
Foto 2. Agrotóxicos. 
Ecossistemas Brasileiros Ameaçados 

Da mata atlântica, que vem sendo destruída desde o descobrimento do Brasil, sobraram apenas 7% da cobertura original. Do cerrado, que começou a ser ocupado bem mais tarde, permanecem 22%. Nos últimos anos, a situação ficou um pouco melhor na mata atlântica, em termos de pressão antrópica. No cerrado, entretanto, o risco continua alto. Os dois ecossistemas brasileiros são os únicos presentes em uma lista de 34 ambientes mundiais ameaçados de extinção, divulgada na última quarta-feira pela Conservação Internacional. Desde 1999, a instituição não-governamental trabalha com o conceito de hotspots, termo concebido pelo ecólogo inglês Norman Myers, em 1988. Segundo ele, para uma área qualquer do mundo ser enquadrada nessa classificação ela precisa ter perdido 75% no mínimo de cobertura vegetal e contar com pelo menos 1.500 espécies de plantas endêmicas. Na lista de Myers, publicada em forma de livro, os dois biomas brasileiros também estavam presentes. "Os hotspots foram revistos nos últimos anos e o cerrado permanece na lista. Não tem como ser retirado", disse o pesquisador Mario Barroso, gerente da Conservação Internacional (CI) para o bioma cerrado. "Apesar de todos os esforços, as pressões continuam grandes. A ocupação é alta e o comprometimento dos recursos aquáticos também." As áreas geográficas mais ameaçadas, segundo a análise da CI, estão no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia. "Não apenas a soja, mas a agricultura mecanizada como um todo, algodão e milho também estão devastando o cerrado", afirma Barroso.


 Foto 1. Queimadas do Cerrado.
Foto 2. Desmatamento da Amazônia.